sábado, 14 de maio de 2016

Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis

Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis

A tradição de angariar donativos para a festa, conhecida como o Peditório, segue pelo campo e pela cidade, acompanhada da bandeira do Divino Espírito Santo
Anos e anos de fé e dedicação fizeram da Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis, no Estado de Goiás, a mais rica expressão de identidade e religiosidade popular da cidade, onde os moradores se preparam durante um ano inteiro para festejar e participar da histórica celebração. A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, no Estado de Goiás, foi inscrita no Livro de Registro das Celebrações, em 2010. É uma celebração de origem portuguesa, disseminada no período colonial pelo território brasileiro, com variações em torno de uma estrutura básica e dos símbolos principais do ritual - as folias, a coroação de um imperador, e o império.
Constituída por vários rituais religiosos e expressões culturais, a Festa do Divino é uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores de Pirenópolis e determinante dos padrões de sociabilidade local. A esta estrutura básica, os agentes da Festa do Divino de Pirenópolis vêm incorporando outros ritos e representações, como as encenações de mascarados e cavalhadas, responsáveis pela grande notoriedade da festa, que se realiza nesta cidade a cada ano, desde 1819, durante cerca de 60 dias, com clímax no Domingo de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa.
É uma das maiores manifestações de devoção ao Divino do Brasil, unindo o passado e o presente, envolve permanentemente toda a cidade, determinando os padrões de sociabilidade local. A cidade faz a festa e a festa faz a cidade. Por meio dela se marca o tempo, se reproduzem estruturas sociais e se conformam identidades coletivas e individuais. Seus elementos essenciais, por ordem de ocorrência, são: as Folias “da Roça” e “da Rua”, que “giram” pela zona rural e pela cidade, levando as bandeiras do Divino e angariando donativos para a festa; a coroa, a figura do Imperador, as cerimônias e rituais do Império, com alvoradas, cortejos, novena, jantares e outras refeições coletivas, missas cantadas, levantamento do mastro, queima de fogos, distribuição de “verônicas”, sorteio e coroação do Imperador.
Durante a celebração ocorrem inúmeros  eventos e festejos: as folias da Roça, da Rua e do Padre que “giram” os bairros da cidade e a zona rural do município, recolhendo donativos para a festa; celebrações do Império, com os cortejos do Imperador, jantares, novena, missas cantadas, alvoradas, levantamento do mastro e queima de fogos; e as Cavalhadas, encenação de batalhas medievais entre mouros e cristãos. Para muitos as Cavalhadas são sinônimo da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis. 
As festas religiosas populares que permanecem vivas no Brasil, como é o caso da Festa do Divino, nada mais são que a reprodução das festas medievais européias trazidas pelos colonizadores, permitindo a reinvenção local de bufões, jogos eqüestres, além de uma infinidade de danças, músicas e folguedos. Dessa forma, convivem a transformação, a permanência e continuidade histórica dos diversos elementos constitutivos dessas festas, onde o importante é “rezar, comer e festar”.

Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis - Cavalhadas

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    A Festa do Divino de Pirenópolis foi registrada como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, reconhecido pelo Iphan, em 2010
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    Representação da Luta entre Mouros e Cristãos na idade média. Encenada em Pirenópolis desde 1826
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    A Festa do Divino expõe diversas expressões religiosas e profanas de origens diversas
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    É uma das maiores manifestações de devoção ao Divino do Brasil, unindo o passado e o presente, envolve permanentemente toda a cidade, determinando os padrões de sociabilidade local
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    Os agentes da Festa do Divino de Pirenópolis vêm incorporando outros ritos e representações, como as encenações de mascarados e cavalhadas
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    A riqueza das roupas é uma das característica da Festa do Divino de Pirenópolis
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    Durante a celebração ocorrem inúmeros eventos e festejos que em todos os bairros da cidade
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    Esta festa foi instituída em Portugal pela Rainha Isabel de Portugal no século XIII
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    Para muitos as Cavalhadas são sinônimo da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis
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    Uma profusão de folclores tão rica que contagia tanto o leigo como o erudito, o profano e o religioso, servindo a todos em todas as suas formas e línguas
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    A cidade faz a festa e a festa faz a cidade. Por meio dela se marca o tempo, se reproduzem estruturas sociais e se conformam identidades coletivas e individuais
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    As festas religiosas populares que permanecem vivas no Brasil, como é o caso da Festa do Divino, nada mais são que a reprodução das festas medievais européias
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    Festa do Divino em Pirenópolis.
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    Ambos em pura prata. Foram mandados fazer em 1826 pelo Padre Manuel Amâncio da Luz, quando Imperador
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    Mesclada de festejos religiosos e profanos, é constituída de Novena, folias, procissão, missa, roqueira, mascarados, cavalhadas e pastorinhas
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    O culto ao Espírito Santo de épocas bastante remotas. Já na antiguidade, israelitas cultuavam o Espírito Santo nas festividades de Pentecostes
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    As Cavalhadas de Pirenópolis são considerada uma das mais expressivas do Brasil
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    Todas vestimentas são ornamentadas com plumas, metais polidos, pedras incrustadas, veludos, fitas e tecidos vistosos, e todos os cavaleiros sustentam longos mantos bordados
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    Festa do Divino em Pirenópolis.
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    É uma celebração de origem portuguesa, disseminada no período colonial pelo território brasileiro
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    É uma das maiores manifestações de devoção ao Divino do Brasil, unindo o passado e o presente, envolve permanentemente toda a cidade, determinando os padrões de sociabilidade local
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    Anos e anos de fé e dedicação são características da Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis
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    A Festa do Divino se destaca pela religiosidade popular da cidade, onde os moradores se preparam durante um ano inteiro para festejar e participar da histórica celebração
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    É uma das maiores manifestações de devoção ao Divino do Brasil, unindo o passado e o presente, envolve permanentemente toda a cidade, determinando os padrões de sociabilidade local

                      

domingo, 8 de maio de 2016

curiosidades que você não sabia sobre o Leonardo da Vinci


 
                                                     da vinci
Tudo isso entre os anos 1452 e 1519, enquanto viveu. Da Vinci era filho de uma camponesa e viveu nas cidades de Milão, Veneza, Roma e Bolonha. De acordo com alguns historiadores da arte, ele é o artista mais importante do Alto Renascimento.
Motivos para admirar o artista e sua obra não faltam, mas não foi apenas o seu trabalho que chamou a atenção. Outros assuntos relacionados à vida dele também despertaram curiosidade. A seguir você vai poder conferir alguns fatos sobre a vida do pintor que foram descobertos ao longo da história.

1 – Leonardo da Vinci era Inventor

da vinci
Além de pintar, Da Vinci também foi inventor. Ele desenhou protótipos de para-quedas, roupas de mergulho e até uma bicicleta. Vários inventos inovadores criados por ele acabaram mudando os rumos da ciência algum tempo depois.
As invenções dele vão desde pontes giratórias e modelos de uma cidade ideal. Recentemente, réplicas dessas criações foram expostas em algumas regiões do país.

2 – O pintor foi o precursor da aviação e da balística

aviação
Entre as invenções de Da Vinci estavam canhões e até mesmo planadores com asas. De acordo com historiadores, um modelo de canhão com três canos criado por ele, seria uma arma mortal nos campos de batalha, já que era rápido e leve.
Já no campo da avião, o artista criou vários projetos de máquinas voadoras, como planadores com asas que se movimentavam como a dos pássaros. Alguns modelos contavam com assentos e controles para o piloto e até capacetes.

3 – Ele era um filho ilegítimo

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Pesquisas históricas apontam que Leonardo Da Vinci era filho de Messer Piero Fruosino di Antonio Da Vinci, um notório e donos de terras. No entanto, há divergências sobre a sua mãe. Alguns especialistas apontam que ela era uma camponesa local, outros acreditam que ela era uma escrava de Piero.
Da Vinci teria vivido com a mãe até os cinco anos de idade e depois foi viver com o pai, que estava casado com outra mulher. Alguns registros indicam que ele tinha uma relação mais distante com a mãe, com a qual se comunicava através de cartas ocasionalmente.

4 – Ele não recebeu nenhum tipo de educação formal

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Apesar de ter recebido instruções em casa em assuntos pontuais como leitura, escrita e matemática, Da Vinci nunca recebeu de fato uma educação formal. Ao contrário do que ocorreu com os demais artistas renascentistas bem conhecidos.
Em relação à pintura, quando adolescente o artista foi enviado a Florença para ser aprendiz de um pintor conhecido como Andrea del Verrocchio. Foi a parti daí que iniciou a sua jornada no mundo das artes.

5 – Muitas de suas obras nunca foram acabadas

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Leonardo da Vinci não terminou todas as suas obras de morrer, como é o caso de  “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, exposta no museu do Louvre, em Paris. A pintura mostra a Virgem Maria com o bebê Jesus e a mãe de Maria, Santa Ana.
Outro quadro inacabado, que atualmente se encontra no museu do Vaticano, é “São Jerônimo no Deserto” que retrata São Jerônimo e um leão domado. Além das pinturas, o artista também deixou muitas invenções sem acabar.

6 – Ele foi detido

preso
Leonardo da Vinci foi preso juntamente com outros colegas quando tinha cerca de 24 anos, após acusações de sodomia, na época a prática era considerada crime e era punida com a morte.
Como nenhuma testemunha se apresentou para depor ele e seus amigos foram libertados. Após o ocorrido, o artista teria se abalado e mudado para Milão.

7 – Ele escrevia ao contrário

reversa
Outra curiosidade sobre Da Vinci é a maneira com que ele escrevia: ao contrário. Alguns historiadores consideram que isso era uma tentativa de afastar plagiadores. No entanto, outra possibilidade também é cogitada, poderia ser apenas uma maneira de evitar borrões de tinta, já que ele era canhoto.
Seja qual for os motivos que levaram Da Vinci a praticar a escrita reversa, parece que ele realmente gostava dela. A escrita da maioria dos seus diários foi feita dessa maneira.

domingo, 1 de maio de 2016

O pensador alegórico





O pensador alegórico
A historiografia narra as ruínas de seu tempo, "ruínas representam aqui justamente a síntese paradigmática entre tempo e espaço; a ruína é uma imagem-tempo"*17. A destruição do presente na ruína é representada fortemente pela teoria da alegoria. Para Benjamin, a alegoria está ligada a uma "reabilitação da temporalidade e da historicidade em oposição ao ideal que o símbolo encarna"*18; nesse sentido, pode-se pensar a alegoria em contraposição à idéia de passado eterno, o que determina uma outra compreensão da história, pois o sentido da totalidade se perde a partir do momento em que um pólo duradouro deixa de existir, anunciando a fragmentação/desintegração daquilo que parecia uno. Na alegoria, está presente a tensão entre duas forças que coexistem: eternidade e transitoriedade, ela "ressalta a impossibilidade de um sentido eterno e a necessidade de perseverar na temporalidade e na historicidade para construir significações transitórias"*19, como se pode observar no seguinte excerto de um poema de Baudelaire:
As formas fluíam como um sonho além da vista,
                      Les formes s'effaçaient et n'étaient plus qu'un rêve, Um frouxo esboço em agonia,
                     Une ébauche lente a venir, Sobre a tela esquecida, e que conclui o artista
                     Sur la toile oubliée, et que l'artiste achève Apenas de memória um dia.
                     Seulement par le souvenir.
A alegoria pode ser interpretada também como uma operação crítica3 de apropriação deformadora, um "exercício de ressignificar infinitamente o mundo [...]. A alegoria baudelairiana [...] nasce do sentimento de transitoriedade que é radicalizado com o advento da cidade moderna"*22, ela confere, no presente, a presença*23. Nesse sentido, o trabalho do poeta se configura como autodestruição criadora, uma imagem nunca acabada – a memória do presente. A cidade se transforma em ruína, a forma muda rapidamente, e tudo se transforma em alegoria, como diz o poeta no poema "Le cigne"; o culto das imagens em Baudelaire se deve à consciência da efemeridade eterna das coisas, da destruição permanente, da presença do sentimento de "agoridade", momento em que o tempo passa a ser compreendido como um espaço de passagem e seu trabalho se inscreve na irreversibilidade do tempo. Segundo André Hirt, é a singularidade de uma beleza alegórica que Baudelaire define como modernidade.*24




O pensador alegórico
A historiografia narra as ruínas de seu tempo, "ruínas representam aqui justamente a síntese paradigmática entre tempo e espaço; a ruína é uma imagem-tempo"*17. A destruição do presente na ruína é representada fortemente pela teoria da alegoria. Para Benjamin, a alegoria está ligada a uma "reabilitação da temporalidade e da historicidade em oposição ao ideal que o símbolo encarna"*18; nesse sentido, pode-se pensar a alegoria em contraposição à idéia de passado eterno, o que determina uma outra compreensão da história, pois o sentido da totalidade se perde a partir do momento em que um pólo duradouro deixa de existir, anunciando a fragmentação/desintegração daquilo que parecia uno. Na alegoria, está presente a tensão entre duas forças que coexistem: eternidade e transitoriedade, ela "ressalta a impossibilidade de um sentido eterno e a necessidade de perseverar na temporalidade e na historicidade para construir significações transitórias"*19, como se pode observar no seguinte excerto de um poema de Baudelaire:
As formas fluíam como um sonho além da vista,
                      Les formes s'effaçaient et n'étaient plus qu'un rêve, Um frouxo esboço em agonia,
                     Une ébauche lente a venir, Sobre a tela esquecida, e que conclui o artista
                     Sur la toile oubliée, et que l'artiste achève Apenas de memória um dia.
                     Seulement par le souvenir.
A alegoria pode ser interpretada também como uma operação crítica3 de apropriação deformadora, um "exercício de ressignificar infinitamente o mundo [...]. A alegoria baudelairiana [...] nasce do sentimento de transitoriedade que é radicalizado com o advento da cidade moderna"*22, ela confere, no presente, a presença*23. Nesse sentido, o trabalho do poeta se configura como autodestruição criadora, uma imagem nunca acabada – a memória do presente. A cidade se transforma em ruína, a forma muda rapidamente, e tudo se transforma em alegoria, como diz o poeta no poema "Le cigne"; o culto das imagens em Baudelaire se deve à consciência da efemeridade eterna das coisas, da destruição permanente, da presença do sentimento de "agoridade", momento em que o tempo passa a ser compreendido como um espaço de passagem e seu trabalho se inscreve na irreversibilidade do tempo. Segundo André Hirt, é a singularidade de uma beleza alegórica que Baudelaire define como modernidade.*24